Economia

Banco Central revela queda de 0,7% no IBC-Br e setor de serviços é o mais afetado

Banco Central revela queda de 0,7% no IBC-Br e setor de serviços é o mais afetado

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou uma queda de 0,7% em março, comparado a fevereiro, conforme divulgado nesta segunda-feira (18). Essa desaceleração atingiu todos os principais setores econômicos, com o setor de serviços apresentando a maior retração, de 0,8%, o que indica uma desaceleração significativa da atividade econômica no país.

Além de serviços, a agropecuária e a indústria também apresentaram recuos de 0,2%, evidenciando uma perda de ritmo em setores considerados estratégicos para o crescimento econômico do Brasil. Esses dados representam uma reversão em relação a fevereiro, quando o IBC-Br havia avançado 0,6% na comparação com janeiro.

Desempenho do PIB e perspectivas futuras

Apesar da queda em março, o indicador ainda acumula uma alta de 1,3% no primeiro trimestre de 2026, sinalizando que a economia continua em um campo positivo, embora com menor força. Na comparação com março do ano anterior, o IBC-Br registrou um avanço de 3,1%. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 1,8%, enquanto no ano o indicador soma um crescimento de 1,4%, todos sem ajuste sazonal.

O IBC-Br é considerado um termômetro antecipado do PIB brasileiro, refletindo o desempenho da agropecuária, da indústria e dos serviços, que juntos representam o ritmo da produção econômica do país. Para 2026, economistas do mercado financeiro projetam uma alta de 1,85%, conforme dados do Relatório Focus. Se confirmado, esse será o menor desempenho do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos anos anteriores, o PIB cresceu 2,9% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, o que evidencia uma tendência de desaceleração econômica.

Opinião

A queda no IBC-Br e a retração nos setores fundamentais levantam preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento econômico do Brasil, exigindo atenção das autoridades e do mercado.