No dia 14 de setembro de 2023, o Instituto Natura e a Avon realizaram um importante encontro em Joinville com Consultoras de Beleza, promovendo uma roda de conversa sobre violência contra a mulher. A ação faz parte da campanha ‘Sim, é violência. Chame pelo nome’, que visa ampliar a conscientização sobre os diferentes tipos de violência doméstica e os canais de apoio disponíveis.
Durante o evento, as participantes discutiram sobre violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual, além de aprenderem a identificar sinais de relacionamentos abusivos, como controle excessivo e isolamento social. A iniciativa também apresentou o Canal Ângela, um serviço que oferece apoio jurídico e psicológico via WhatsApp, destacando a importância do acolhimento e da denúncia.
“Nosso objetivo é transformar informação em ferramenta de proteção e autonomia. As Consultoras têm um papel muito relevante em suas comunidades e podem contribuir para ampliar o conhecimento sobre um tema que ainda é cercado de silêncio e desinformação”, afirmou Denise Souza, gerente de Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza no Brasil do Instituto Natura.
Dados Alarmantes
A discussão se torna ainda mais relevante diante dos dados alarmantes sobre violência de gênero no Brasil. Segundo o Índice de Conscientização sobre Violência contra Mulheres, apenas 38% dos brasileiros conhecem as leis e os canais de denúncia e apoio disponíveis. Em Santa Catarina, a situação é preocupante, com uma média de 308 mulheres sendo vítimas de violência diariamente, incluindo ameaças e lesões corporais, conforme dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Fortalecendo a Rede de Apoio
Além de conscientizar, a iniciativa das rodas de conversa busca fortalecer a rede de apoio entre as Consultoras de Beleza, incentivando o reconhecimento precoce de situações de violência e o encaminhamento para serviços especializados. Essa ação, promovida pelo Instituto Natura e Avon, é um passo importante para combater a violência contra a mulher e promover um ambiente mais seguro e acolhedor.
Opinião
É essencial que iniciativas como essa continuem a ser promovidas, pois a conscientização é a chave para a mudança cultural necessária no combate à violência contra a mulher.





