Em uma movimentação que agitou o cenário político, o senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou que acionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após um áudio vazado envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato à presidência. O evento ocorreu no dia 15 de maio de 2026, quando Marinho se manifestou sobre o que chamou de “vazamento seletivo” relacionado ao Banco Master.
O site The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro teria negociado um patrocínio de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”. Marinho, que é coordenador da pré-campanha de Flávio, pediu a Mendonça que investigasse a situação, enfatizando a necessidade de esclarecimentos sem seletividade.
Confirmação e Negação de Irregularidades
Flávio Bolsonaro confirmou ter feito o pedido de patrocínio, mas negou qualquer irregularidade em suas ações. Em uma entrevista à CNN Brasil, Marinho mencionou que conversou com Mendonça e pediu que ele observasse a situação, buscando uma investigação justa.
Marinho ainda destacou que o nome de Vorcaro não havia sido revelado anteriormente devido a cláusulas de confidencialidade no contrato. Ele rebateu críticas sobre um suposto vínculo entre Flávio e o banqueiro, afirmando que a relação era estritamente ligada ao financiamento do filme.
Descartando Substituições na Chapa
Apesar do desgaste causado pelo vazamento, Marinho descartou qualquer possibilidade de substituição de Flávio na chapa presidencial. Ele afirmou que nomes como o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estão sendo cogitados para essa função. “Ele conta com a nossa confiança, será o nosso candidato e vencerá as eleições”, garantiu Marinho.
O senador ressaltou que a postura de Flávio ao dar explicações públicas demonstra “franqueza” e assegura a continuidade de sua agenda política. Quanto aos recursos investidos, Marinho afirmou que, caso a Justiça comprove a origem ilícita do dinheiro de Vorcaro, os valores serão devolvidos à massa falida.
Opinião
O vazamento de informações sensíveis em períodos eleitorais sempre gera polêmica e levanta questões sobre a transparência e ética nas campanhas, sendo essencial que as investigações sejam feitas de forma imparcial.





