Campo Grande vive um momento de expansão do mercado imobiliário em 2026, impulsionado pela busca da casa própria e pela valorização dos imóveis. No entanto, o cenário atual é desafiador, com taxas de juros acima de 10% impactando o acesso ao crédito e um déficit habitacional persistente, além de altos custos na construção civil.
O presidente do Creci-MS analisou a situação do mercado imobiliário e os impactos das taxas de juros, ressaltando que o setor está aquecido, especialmente em loteamentos e condomínios fechados, que são segmentos em alta. A valorização imobiliária foi de cerca de 5% em 2025, refletindo a crescente demanda por imóveis residenciais.
Desafios e gargalos habitacionais
Os principais desafios enfrentados por Campo Grande incluem a oferta insuficiente de imóveis populares, o encarecimento dos materiais de construção e a burocracia nos processos de financiamento. Esses fatores dificultam o acesso à moradia, especialmente para famílias de menor renda, que dependem de programas como o Minha Casa, Minha Vida.
Expansão e planejamento urbano
A cidade enfrenta um crescimento populacional que pressiona a demanda por habitação e serviços urbanos. Apesar de existir um Plano Diretor Municipal, a integração entre o crescimento demográfico, a mobilidade e a infraestrutura ainda precisa ser aprimorada para evitar ocupações desordenadas e comunidades vulneráveis.
Perspectivas para o futuro
As perspectivas para o mercado imobiliário em Campo Grande são positivas, dependendo da estabilidade econômica e de investimentos em infraestrutura. O Creci-MS, que completa 47 anos de atuação em Mato Grosso do Sul, se posiciona para acompanhar esse crescimento, focando na qualificação de corretores e na transparência nas transações imobiliárias.
Opinião
O mercado imobiliário de Campo Grande apresenta oportunidades, mas é fundamental que os desafios sejam enfrentados com planejamento e políticas públicas eficazes para garantir o acesso à moradia para todos.





