O empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, localizada no Rio de Janeiro, é considerado foragido da Justiça brasileira. Ele deve R$ 26 bilhões em impostos, sendo alvo de um mandado de prisão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal no dia 15 de maio de 2026.
Magro, que reside em Miami há uma década, já foi alvo de pedidos do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao governo dos Estados Unidos para sua prisão e extradição. A operação também investiga o ex-governador Cláudio Castro, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Bloqueio de Ativos e Sonegação
A Receita Federal aponta que Ricardo Magro é o maior devedor contumaz do Brasil, utilizando a sonegação de tributos como uma estratégia de negócios. Além do mandado de prisão, Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros relacionados a Magro e a suspensão das atividades da Refit, que está em recuperação judicial. Fundada em 1954, a refinaria é conhecida por sua inadimplência e fraudes tributárias.
As investigações revelaram um esquema de sonegação de ICMS e fraudes na importação de derivados de petróleo, que prejudica toda a cadeia econômica. A Refit é acusada de vender combustíveis a preços artificialmente baixos, utilizando o não pagamento planejado de impostos como uma forma de financiamento.
Reações e Consequências
Durante um encontro recente com Donald Trump, Lula reforçou a necessidade de colaboração para combater o crime organizado e pediu a entrega de brasileiros foragidos, incluindo Ricardo Magro. A operação atual é uma continuidade de ações anteriores que investigaram o envolvimento da refinaria em esquemas de adulteração de combustíveis.
Opinião
A situação de Ricardo Magro e a operação da Polícia Federal ressaltam a gravidade da sonegação fiscal no Brasil e a necessidade de ações efetivas para combater esse tipo de crime.





