Nos últimos dias, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou a investigação sobre as emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação se deu após a denúncia da deputada Tabata Amaral, que acusa o deputado Mário Frias de ter direcionado, ao menos, R$ 2 milhões para a Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama.
Denúncia e Intimação
A denúncia de Tabata Amaral, que foi formalizada em março, levou Flávio Dino a intimar Mário Frias a prestar esclarecimentos. O prazo dado pelo ministro foi de cinco dias, mas até o momento, a intimação não foi cumprida, pois a oficial de justiça não conseguiu localizar o deputado em seu gabinete.
Emendas e Polêmicas
Além dos R$ 2,6 milhões destinados à ANC, a investigação também envolve outras emendas. A deputada Bia Kicis, por exemplo, admitiu ter destinado R$ 150 mil para a realização de uma série documental, mas defende que não há conexão entre sua emenda e o filme Dark Horse. A produção do filme é totalmente privada e não recebeu dinheiro público, segundo Mário Frias.
Recursos Liberados
O senador Flávio Bolsonaro também está no centro da investigação, pois solicitou cerca de R$ 134 milhões para o filme, dos quais R$ 61 milhões já foram liberados por Vorcaro. O senador tem sido criticado por suas conversas sobre o financiamento do filme, especialmente em um momento em que Vorcaro enfrentava problemas legais.
Produção e Justificativas
Mário Frias, que foi secretário especial de cultura na gestão Bolsonaro, defende que Dark Horse é uma superprodução com investimento 100% privado e classifica as alegações de irregularidade como infundadas. Ele destaca a qualidade do projeto e sua importância para a cultura nacional.
Opinião
A situação revela a complexidade das relações entre política e cultura no Brasil, levantando questões sobre a transparência no uso de recursos públicos e a influência de interesses privados em produções artísticas.





