O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, expressou sua oposição à ideia de compensar as empresas pela redução da jornada de trabalho durante uma discussão no Congresso Nacional. Boulos afirmou que tal compensação não seria “razoável”, comparando-a a oferecer contrapartidas para o reajuste do salário-mínimo.
Proposta em discussão
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está sendo analisada visa a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, além de acabar com a escala 6×1. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) propôs uma emenda à PEC, defendendo que compensar as empresas seria necessário para evitar desemprego e informalidade.
Prioridade no Congresso
A proposta tem recebido atenção especial, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dando prioridade à sua tramitação. O governo Lula considera a PEC uma bandeira de campanha, especialmente em ano eleitoral, e busca apoio para sua aprovação.
A voz do governo
Boulos se posiciona como porta-voz das iniciativas do governo, defendendo a redução da jornada como uma pauta essencial para a família do trabalhador brasileiro. Ele tem utilizado as redes sociais para reforçar essa mensagem, apesar de estudos indicarem que a proposta pode ter efeitos negativos na economia, incluindo impactos na inflação e no desemprego.
Opinião
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e suas implicações é crucial, e a posição de Boulos reflete uma tentativa de equilibrar interesses trabalhistas e empresariais em um cenário econômico desafiador.





