Economia

Governo Lula encerra imposto de importação e gera crise no setor têxtil

Governo Lula encerra imposto de importação e gera crise no setor têxtil

No dia 13 de maio de 2026, o governo federal oficializou o fim do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A decisão, que beneficia plataformas como Shein e Shopee, gerou uma forte reação da indústria nacional, que alerta sobre o risco de demissões em massa.

Impactos da nova medida

O governo assinou uma medida provisória que zera o imposto federal de 20% sobre as remessas internacionais de pequeno valor, que foram criadas em 2024 para equilibrar a competição entre as gigantes estrangeiras e os comerciantes brasileiros. O setor têxtil, onde a maioria das vagas é ocupada por mulheres, pode ser o mais afetado, uma vez que 80% das peças vendidas no Brasil custam menos de 50 dólares.

Críticas da indústria

Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticam a medida, argumentando que a isenção de impostos para produtos estrangeiros é um retrocesso que financia indústrias de outros países, especialmente a China. Eles defendem que as empresas nacionais enfrentam altos impostos e regras trabalhistas rigorosas, criando uma desvantagem injusta.

Consequências econômicas

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) e outras entidades alertam que a nova medida pode colocar em risco milhões de empregos. Enquanto esteve em vigor, o imposto arrecadava cerca de R$ 179 milhões por mês e preservou 135 mil empregos no setor. No entanto, a taxa também afetou o volume de entregas, fazendo com que os Correios vissem a participação de encomendas internacionais cair pela metade.

Justificativa do governo

A equipe econômica do governo justifica o fim da cobrança do imposto afirmando que o setor já está regularizado e que o contrabando nessas plataformas foi eliminado. O Ministério do Planejamento defende que a intenção é favorecer o consumo popular, permitindo que a população compre itens de baixo valor sem o acréscimo de impostos federais.

Opinião

A decisão do governo pode trazer desafios significativos para a indústria nacional, que já enfrenta uma competição acirrada. A proteção do emprego e da produção local deve ser considerada em futuras políticas econômicas.