Eleições

André do Prado é escolhido para o Senado e gera polêmica na direita paulista

André do Prado é escolhido para o Senado e gera polêmica na direita paulista

André do Prado (PL) foi escolhido para disputar o Senado por São Paulo, em uma decisão que visa fortalecer a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em 2026. Com 32 anos de vida pública, Prado é presidente da Alesp desde 2023 e possui acesso a centenas de prefeitos no estado, o que é considerado crucial para conquistar o maior colégio eleitoral do país.

A escolha estratégica de Prado

A escolha de Prado não foi simples, já que outros nomes como Mário Frias, Gil Diniz e Ricardo Mello Araújo também foram cogitados. Apesar de Jair Bolsonaro ter preferência por Mello Araújo, a decisão final foi entre Prado e Eduardo Bolsonaro, que será seu suplente na chapa.

Acusações e tensões na direita

A escolha acirrou a disputa dentro da direita paulista, com o deputado federal Ricardo Salles (Novo) acusando Eduardo Bolsonaro de receber entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões para apoiar Prado. Eduardo negou as acusações e desafiou Salles a provar suas alegações. A tensão entre os apoiadores de Bolsonaro reflete uma divisão interna, onde a aproximação com o Centrão é vista como inevitável para a candidatura de Flávio.

Eduardo Bolsonaro como suplente

Com dificuldades políticas e jurídicas, Eduardo Bolsonaro anunciou que será o suplente de Prado na chapa. Ele afirmou que a decisão foi tomada após conversar com várias pessoas e que está comprometido com o projeto político ao lado de Prado.

Opinião

A escolha de André do Prado para o Senado pode ser uma jogada arriscada, mas é uma estratégia que visa consolidar a influência da família Bolsonaro em São Paulo, especialmente em um cenário eleitoral tão disputado.