A prefeita Adriane Lopes (PP) de Campo Grande tomou uma decisão drástica ao exonerar servidores envolvidos em um esquema de corrupção relacionado a contratos de tapa-buracos na cidade. A medida segue o exemplo do governador Eduardo Riedel (PP) e foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial.
Os servidores exonerados foram Mehdi Talayeh, assessor executivo da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), e Edivaldo Aquino Pereira, gestor de projeto na mesma secretaria. Ambos foram presos durante a Operação Buraco Sem Fim, realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Operação e Investigações
A operação, que ocorreu na manhã desta terça-feira (12), também resultou na prisão do ex-titular da Sisep, Rudi Fioresi, que até então era diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Ele foi exonerado pelo governador Eduardo Riedel logo após o início da operação. Por outro lado, o servidor Fernando de Souza Oliveira não foi exonerado, apesar de estar envolvido no esquema.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 429 mil em dinheiro-vivo com os investigados, sendo R$ 186 mil encontrados em um imóvel e R$ 233 mil em outro. A investigação revelou que uma empresa responsável pelos serviços de tapa-buracos faturou entre 2018 e 2025 contratos que somam R$ 113.702.491,02.
Consequências da Corrupção
Segundo o Ministério Público, a investigação identificou uma organização criminosa que atuava fraudando a execução de serviços públicos, manipulando medições e realizando pagamentos indevidos. As evidências mostraram que os pagamentos públicos não correspondiam aos serviços efetivamente prestados, o que resultou no desvio de dinheiro público e na má qualidade das vias públicas municipais.
Opinião
A exoneração de servidores é um passo necessário, mas é fundamental que as investigações sejam aprofundadas para garantir a punição dos responsáveis e a recuperação dos recursos desviados.





