Internacional

Organização Mundial da Saúde inicia repatriação de passageiros do MV Hondius após mortes

Organização Mundial da Saúde inicia repatriação de passageiros do MV Hondius após mortes

Os voos de repatriação dos passageiros a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto mortal de hantavírus, começaram em 10 de setembro. A operação é liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que confirmou a presença de cidadãos de 23 países entre passageiros e tripulantes.

A epidemiologista de doenças infecciosas da OMS, Maria Van Kerkhove, anunciou que o navio atracou no porto de Granadilla, em Tenerife, Espanha, e que os voos de repatriação já estão em andamento para países como Espanha, França, Canadá e Holanda. Outros voos estão previstos para Turquia, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos.

Desde o início do surto, foram confirmadas três mortes a bordo do navio. A OMS recomenda que os passageiros retornem aos seus países de origem e sejam monitorados ativamente por 42 dias, devido ao período de incubação do hantavírus. Isso inclui verificações de saúde e quarentena em casa ou em uma unidade médica.

Os 17 americanos a bordo desembarcaram e serão transferidos para uma instalação de quarentena em Nebraska. O diretor interino dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Jay Bhattacharya, destacou que o protocolo adotado é baseado em um surto anterior de hantavírus em 2018.

Na Unidade Nacional de Quarentena, os passageiros serão avaliados quanto ao risco de contaminação. Aqueles que não tiveram contato próximo com infectados serão considerados de baixo risco, enquanto os que tiveram contato próximo poderão ser classificados como de risco médio ou alto.

Bhattacharya reafirmou que o risco de transmissão do hantavírus é significativamente menor do que o da Covid-19, e que a resposta do CDC seria diferente se o nível de ameaça fosse maior. O professor Carlos Del Rio, da Escola de Medicina da Universidade Emory, expressou preocupações sobre a frequência de surtos como esse, enfatizando a vulnerabilidade do sistema de saúde.

Opinião

A situação do MV Hondius levanta questões sobre a segurança em cruzeiros e a eficácia da resposta a surtos de doenças infecciosas.