Em resposta à proposta dos Estados Unidos para encerrar uma guerra que já dura 10 semanas, o Irã ofereceu-se para transferir parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a ideia de desmantelar suas instalações nucleares, segundo informações do Wall Street Journal.
Enquanto o cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, a situação permanece tensa. O conflito, que começou em 28 de fevereiro, já resultou em milhares de mortes e desestabilizou os mercados de petróleo e gás. O presidente Donald Trump alertou que, se um acordo não for alcançado, as consequências podem ser severas.
Proposta dos EUA e Reação do Irã
A nova proposta dos Estados Unidos inclui a passagem pelo Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio aos portos iranianos. O Irã, no entanto, exige garantias de que o urânio transferido será devolvido caso as negociações falhem e descartou qualquer desmantelamento de suas instalações nucleares.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, fez um alerta aos países ocidentais sobre a presença de seus navios de guerra na região, afirmando que isso seria respondido com uma “resposta decisiva e imediata” das forças armadas iranianas.
Impacto no Mercado e Perspectivas Futuras
A Saudi Aramco, a maior companhia petrolífera do mundo, previu que o mercado levará até 2027 para se normalizar, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto imediatamente. O CEO Amin Nasser indicou que a interrupção no fornecimento persistirá se o comércio continuar restrito.
Além disso, dados recentes mostraram que um navio-tanque do Catar conseguiu transitar pelo Estreito de Ormuz, marcando a primeira exportação do país para fora da região desde o início da crise. O carregamento tinha como destino o Paquistão, que atua como mediador nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Opinião
A situação no Oriente Médio permanece delicada, e as negociações entre o Irã e os Estados Unidos são cruciais para a estabilidade da região e do mercado global de petróleo.





