Economia

IBGE revela que 10% mais ricos de MS concentram 36,3% da renda total do Estado

IBGE revela que 10% mais ricos de MS concentram 36,3% da renda total do Estado

Mato Grosso do Sul se destaca em 2025 por seu crescimento econômico, mas a desigualdade ainda é uma realidade preocupante. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o rendimento médio per capita do 1% mais rico chega a ser 47 vezes maior que o dos 10% mais pobres.

Em 2025, o rendimento médio per capita total em MS foi de R$ 2.369, o maior já registrado na série histórica, colocando o estado na 8ª posição entre as unidades federativas do Brasil. O 1% mais rico do estado possui um rendimento médio de R$ 18.932, enquanto os 10% mais ricos têm um rendimento médio de R$ 8.494.

Por outro lado, a situação dos 10% mais pobres é alarmante, com um rendimento médio de apenas R$ 403 por pessoa. Isso significa que, enquanto uma parcela significativa da população vive com R$ 13 por dia, a elite econômica do estado supera os R$ 18 mil mensais por membro da família.

Concentração de Renda

Os dados mostram que os 10% mais ricos concentram 36,3% da massa total de rendimentos, que alcançou R$ 6,75 bilhões. Em contraste, os 10% mais pobres detêm apenas 1,7% da renda total do estado. Para se ter uma ideia, é necessário somar os rendimentos de quase 70% dos mais pobres para igualar a fatia de renda apropriada pelos 10% mais ricos.

O salário médio da parcela mais rica é de R$ 31.079, enquanto o rendimento médio da parcela mais pobre é de apenas R$ 750. Apesar da melhora na renda das faixas mais pobres, que subiu de R$ 305 em 2012 para R$ 403 em 2025, a desigualdade permanece.

Índice de Gini e Fontes de Renda

O índice de Gini, que mede a concentração de renda, passou de 0,454 em 2024 para 0,457 em 2025, indicando que a desigualdade social no estado se mantém elevada. Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

As principais fontes de renda em 2025 são oriundas do trabalho, representando 80,7% do total, com uma leve queda na participação de aposentadorias e programas sociais. A participação da renda de programas sociais, que havia aumentado durante a pandemia, caiu para 2,9% em 2025.

Opinião

A persistência da desigualdade em Mato Grosso do Sul é um desafio que exige atenção e políticas eficazes para garantir um futuro mais equitativo para todos os cidadãos.