Economia

Dólar despenca para R$ 4,89 e Ibovespa reage, mas tensões no Oriente Médio persistem

Dólar despenca para R$ 4,89 e Ibovespa reage, mas tensões no Oriente Médio persistem

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de euforia nesta sexta-feira (8), com o dólar fechando abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 4,894, uma queda de R$ 0,029 (-0,60%). Este é o menor valor de encerramento desde 15 de janeiro de 2024 e representa uma queda de 10,84% no acumulado do ano.

O movimento de queda do dólar foi impulsionado pela divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que mostraram a criação de empregos acima do esperado. Isso reduziu os temores de desaceleração econômica e inflação mais forte no país. Além disso, os investidores reagiram a sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio, após declarações do presidente Donald Trump.

Bolsa avança, mas queda semanal persiste

O Ibovespa também teve um dia positivo, subindo 0,49%, e alcançando 184.108 pontos, com apoio de ações de bancos e mineradoras. No entanto, mesmo com essa recuperação, o principal índice da B3 acumulou uma queda de 1,71% na semana. No ano, o Ibovespa ainda apresenta uma valorização de 14,26%.

O ambiente externo mais favorável, refletido pela alta de 0,84% do índice S&P 500, contribuiu para sustentar o pregão brasileiro, aliviando as preocupações com a economia dos EUA e a percepção de menor risco de recessão.

Petróleo em alta, mas tensões permanecem

Os preços do petróleo também fecharam em alta nesta sexta-feira, com o barril do Brent avançando 1,23%, a US$ 101,29, e o barril WTI subindo 0,64%, para US$ 95,42. Apesar da alta, os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%. Os investidores continuam monitorando os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo.

O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque seguem impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito. Embora tenha reforçado a continuidade do cessar-fogo, Donald Trump voltou a pressionar o Irã nesta sexta-feira e renovou o ultimato para que Teerã abandone seu programa nuclear.

Opinião

A movimentação do mercado financeiro reflete um cenário de incertezas, onde a euforia momentânea pode ser ofuscada por tensões geopolíticas que ainda persistem, especialmente no Oriente Médio.