O Paraná confirmou dois casos de hantavírus em 2026, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgadas nesta sexta-feira (8). Esses casos foram registrados em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, mas não têm relação com o surto identificado em um navio no Atlântico, onde três pessoas faleceram.
Detalhes dos Casos Confirmados
O primeiro caso é de um homem de 34 anos em Pérola d’Oeste, cuja confirmação ocorreu em abril. O segundo caso envolve uma mulher de 28 anos em Ponta Grossa, com diagnóstico confirmado em fevereiro. A Sesa informou que os casos paranaenses são da cepa silvestre, transmitida por roedores infectados, e não há evidências de surto.
Investigação e Monitoramento
Até o momento, 21 casos suspeitos foram descartados e 11 permanecem em investigação. Em 2025, o Brasil registrou 35 casos de hantavírus, sendo apenas um confirmado no Paraná. A secretaria ressaltou que está realizando monitoramento ativo e pesquisa ecoepidemiológica em áreas rurais.
Risco Global e Orientações
O Ministério da Saúde também confirmou que os casos no Paraná não estão relacionados ao surto no navio, que está sob vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS). O risco global de disseminação do hantavírus continua baixo. A secretaria estadual afirmou que não há circulação da cepa Andes no Paraná, que é associada a transmissão interpessoal.
Sobre a Hantavirose
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que pode manifestar-se como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e dificuldades respiratórias em casos mais graves. Não existe tratamento específico, e o atendimento precoce é fundamental.
Opinião
A confirmação de casos de hantavírus no Paraná é um alerta para a importância da vigilância e prevenção, especialmente em áreas com presença de roedores.





