O apoio de Eduardo Bolsonaro a André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para a disputa ao Senado em 2026 gerou controvérsias nas redes sociais, reacendendo debates sobre alianças políticas com o Centrão. O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), também candidato ao Senado, criticou a decisão, chamando Prado de “pupilo do Valdemar Costa Neto” e acusando-o de ser parte de uma manobra do Centrão.
Trajetória política de Prado
André do Prado, que assumiu a presidência da Alesp em 2023, possui uma relação estreita com Valdemar Costa Neto e se destacou como um articulador político no estado de São Paulo. Ele iniciou sua carreira política em Guararema, SP, onde atuou como vereador, vice-prefeito e prefeito antes de ser eleito deputado estadual em 2011. Desde então, foi reeleito para quatro mandatos consecutivos e, em março de 2025, foi reeleito presidente da Alesp.
Críticas e apoio na direita
A decisão de Eduardo Bolsonaro de apoiar André do Prado foi contestada por parte da direita paulista, que havia manifestado interesse em outros nomes, como Guilherme Derrite (PP) e o próprio Salles. A fragmentação do eleitorado entre vários candidatos pode favorecer um político de esquerda, como Simone Tebet ou Marina Silva, em um cenário onde apenas duas vagas estarão em disputa.
Suplência e futuros planos
Eduardo Bolsonaro, atualmente exilado nos Estados Unidos, será o primeiro suplente de André do Prado. Essa posição é vista como uma estratégia para contornar sua situação política e jurídica, oferecendo uma possível porta de entrada ao Senado no futuro. Em uma recente entrevista, Eduardo mencionou que essa parceria é uma oportunidade de garantir sua volta ao cenário político brasileiro.
Opinião
A escolha de Eduardo Bolsonaro por André do Prado reflete a complexidade das alianças políticas e a necessidade de estratégias pragmáticas em um ambiente eleitoral competitivo.





