Eleições

Gleidson Azevedo deixa Novo e provoca crise em chapa eleitoral em Minas Gerais

Gleidson Azevedo deixa Novo e provoca crise em chapa eleitoral em Minas Gerais

A poucos meses das convenções partidárias, o Novo enfrenta um grande desafio em Minas Gerais, onde a sigla já elegeu seu primeiro governador, Romeu Zema. A saída de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador Cleitinho (Republicanos), acendeu um sinal de alerta entre os filiados e postulantes do partido.

Desafios e incertezas para o Novo

Com a migração de políticos com potencial eleitoral para siglas como PL e Republicanos, além da saída do governador mineiro Mateus Simões para o PSD, o Novo perdeu um importante “puxador de votos”. A expectativa interna era que Gleidson pudesse alcançar até 80 mil votos, mas sua saída para o Republicanos gerou dúvidas sobre a viabilidade da chapa do Novo no estado.

Reações internas e novos nomes

O presidente estadual do Novo, Christopher Laguna, reconheceu que Gleidson era uma das principais apostas para a Câmara dos Deputados. Apesar da saída, ele acredita que isso pode ter um efeito positivo, animando outros candidatos que temiam que uma vaga já estivesse garantida. Nomes como Braulio Lara e Márcio Bernardino são destacados como potenciais candidatos.

Marco Antônio Costa e a disputa pelo Senado

Outro ponto de tensão é a pré-candidatura de Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman”, ao Senado. Com um grande número de seguidores nas redes sociais, Costa anunciou sua pré-candidatura e afirmou ter o apoio da Executiva Nacional do Novo. No entanto, Laguna contestou essa candidatura, afirmando que Costa ainda é visto como pré-candidato a deputado federal.

Expectativas eleitorais e estrutura da chapa

Apesar das tensões internas, o Novo mantém a meta de alcançar entre 400 mil e 600 mil votos em Minas, crucial para superar a cláusula de barreira nacional. O partido já conta com cerca de 103 nomes para preencher as 78 vagas da Assembleia Legislativa, com uma participação feminina de aproximadamente 36%. A convenção estadual está prevista para o fim de julho de 2026, com a data-limite para registro das candidaturas em 15 de agosto.

Opinião

A saída de Gleidson Azevedo do Novo pode ser um divisor de águas para o partido, que agora precisa reavaliar suas estratégias e fortalecer sua base em Minas Gerais.