Eleições

Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira criticam Desenrola 2 como eleitoreiro e ineficaz

Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira criticam Desenrola 2 como eleitoreiro e ineficaz

A direita lançou uma ofensiva nas redes sociais contra o Desenrola 2, programa do governo Lula criado para tentar reduzir o endividamento da população. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato mais bem posicionado do campo da direita, argumenta que a iniciativa é eleitoreira e não ataca as causas do problema do endividamento.

Flávio Bolsonaro preparou um vídeo onde critica o programa, afirmando que o governo ignora a raiz do endividamento e que o Desenrola 2 é um esforço para “combater incêndio com um copo d’água”. Ele destaca que o descontrole dos gastos públicos é a verdadeira causa do problema.

Críticas da Oposição

Em sintonia com essa estratégia, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também criticou o Desenrola 2 em suas redes sociais, afirmando que a repetição do programa em apenas um mandato indica que o governo não fez sua parte para evitar que os brasileiros se enrolassem financeiramente.

Flávio Bolsonaro reforçou a crítica ao afirmar que “o governo Lula é o mais enrolador e impostor da história”. A primeira edição do Desenrola, lançada em julho de 2023, foi considerada um fracasso, já que o endividamento da população cresceu, atingindo mais da metade da população adulta em dificuldades para quitar débitos.

Dados Alarmantes

O cenário é agravado pela dívida pública, que subiu para 80,1% em março de 2026, o nível mais alto desde o início da série histórica. O governo atribui os números negativos à “herança maldita” da gestão Bolsonaro e ao avanço das bets, que contribuíram para o endividamento inédito da população.

Flávio Bolsonaro, focando no eleitorado jovem, também gravou um vídeo incentivando jovens menores de 18 anos a emitirem o primeiro título de eleitor, destacando a necessidade de mudança por melhores empregos e mais segurança.

Opinião

A crítica ao Desenrola 2 reflete um momento tenso na política brasileira, onde a oposição se mobiliza para questionar as ações do governo em um ano eleitoral.