O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, em sua reunião realizada no dia 29 de abril de 2026, manter a taxa Selic em 14,50% ao ano. A decisão foi influenciada por preocupações com a indisciplina fiscal do governo e a situação da dívida pública, que foram citadas como fatores que impedem um corte mais agressivo na taxa de juros.
A ata da reunião, divulgada em 5 de maio de 2026, destaca que o Copom está ciente do esmorecimento nas reformas estruturais e no esforço fiscal, além do aumento do crédito direcionado. Esses fatores, segundo o documento, podem elevar a taxa de juros neutra da economia, afetando negativamente a política monetária e o custo de desinflação.
Impactos do Cenário Internacional
Os conflitos no Oriente Médio também foram mencionados como um elemento que impacta a política monetária, afetando a estabilização dos preços de ativos e das commodities. O Copom afirmou que a condução da política monetária deve ser feita com serenidade e cautela, considerando as incertezas atuais.
Crescimento do PIB e Projeções Futuras
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma desaceleração, com taxas de 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. As projeções para 2026 indicam um crescimento de apenas 1,85%, refletindo um cenário econômico desafiador.
O colegiado enfatizou a necessidade de monitorar novas informações que possam esclarecer a profundidade dos conflitos internacionais e seus efeitos sobre os preços ao longo do tempo.
Opinião
A manutenção da Selic em 14,50% reflete a cautela do Copom frente a um cenário econômico incerto, onde a indisciplina fiscal se torna um fator crítico a ser enfrentado.





