O decanos do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, se manifestou em audiência pública realizada no dia 04/05/2026, sobre o escândalo do Banco Master, que tem gerado perplexidade e indignação na sociedade. Mendes procurou dividir a responsabilidade do caso com outras instituições, afirmando que focar apenas no STF seria uma ação de “miopia deliberada”.
Em suas declarações, Gilmar Mendes ressaltou que a magnitude do escândalo está corroendo a reputação das instituições brasileiras. Ele afirmou que “pretender resolver a crise de confiança mirando apenas o Supremo Tribunal Federal é, no mínimo, ingenuidade, mas provavelmente miopia deliberada e intenções obscuras”.
Investigação e Crise de Credibilidade
As investigações da Operação Compliance Zero, conduzidas pela Polícia Federal, revelaram ligações preocupantes entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, que era o proprietário do banco liquidado. No caso de Toffoli, há indícios de pagamentos que totalizam R$ 35 milhões a uma empresa de sua família. Já Moraes enfrenta questionamentos devido a um contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o banco.
Ambos os ministros negam qualquer irregularidade, mas a situação gerou uma crise de credibilidade sem precedentes para a Corte. Gilmar Mendes, por sua vez, defende a integridade do STF, considerando as suspeitas como ataques às instituições.
Opinião
A divisão de responsabilidades proposta por Gilmar Mendes pode ser uma estratégia para proteger a imagem do STF, mas é essencial que as investigações avancem de forma transparente para restaurar a confiança da população nas instituições.





