Internacional

Japão e Índia firmam acordo estratégico em tecnologia quântica e despertam tensões

Japão e Índia firmam acordo estratégico em tecnologia quântica e despertam tensões

Japão e Índia assinarão nesta segunda-feira, 4 de dezembro, um acordo que visa ampliar a cooperação em tecnologia de computação quântica. A iniciativa busca fortalecer a pesquisa e expandir as exportações japonesas de computadores quânticos.

A ministra japonesa da Segurança Econômica, Kimi Onoda, se reunirá na Índia com Jitendra Singh, ministro de Estado para Ciência e Tecnologia do país. O memorando de entendimento prevê a criação de uma base de cooperação em pesquisa quântica, incluindo discussões sobre compartilhamento de informações e intercâmbio entre pesquisadores e empresas dos dois países.

O Japão também pretende convencer a Índia a adotar um computador quântico de última geração desenvolvido por companhias japonesas, que é considerado muito mais potente do que os supercomputadores atuais. A Índia se tornará o segundo país asiático, depois de Cingapura, a firmar um acordo de tecnologia quântica com o Japão.

Desde janeiro de 2025, Tóquio já assinou parcerias semelhantes com Dinamarca, Reino Unido, União Europeia, Alemanha, Suíça e Estados Unidos. Para o governo japonês, a Índia se destaca como uma parceira estratégica na área de computação quântica, especialmente por concentrar mão de obra qualificada em tecnologia.

Nos últimos anos, a Índia tem ampliado os investimentos em pesquisa e desenvolvimento quântico, com aportes de centenas de milhões de dólares. Startups indianas também estão ganhando espaço no setor. A gestão da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, classificou a tecnologia quântica como uma das 17 áreas estratégicas prioritárias para apoio estatal.

De acordo com um esboço de roteiro para investimentos público-privados divulgado em março, o governo japonês vê a Índia e países do Sudeste Asiático como mercados prioritários para a exportação de computadores quânticos desenvolvidos no Japão.

Opinião

O acordo entre Japão e Índia representa um passo significativo na colaboração em tecnologia quântica, mas também levanta questões sobre a competição global nesse setor estratégico.