Lula (PT) e Jorge Messias (AGU) podem parecer amigos nas aparências, mas a realidade política é bem diferente. A agenda oficial do presidente mostra que Lula não pediu voto para o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que indica um afastamento significativo entre os dois. Até 2024, os encontros privados entre eles foram reduzidos, passando de dez reuniões em 2023 para apenas quatro em 2024.
Após a indicação de Messias para o STF, que foi rejeitada, a falta de empenho de Lula ficou clara. O presidente não se deu ao trabalho de comunicar o presidente do Senado sobre sua decisão, demonstrando um abandono da causa do AGU. Em 2025, não há registro de reuniões entre eles, o que levanta questões sobre a relação entre o presidente e seus ministros.
Reveses no Congresso
As derrotas do governo Lula no Congresso se tornaram evidentes com a derrubada do veto à Lei da Dosimetria, que teve o apoio de 62% da Câmara dos Deputados, representando 318 votos favoráveis. Essa situação se agrava com a liberação das bancadas do PSD e MDB para votarem contra o presidente, evidenciando um cenário complicado para o petista.
Adicionalmente, as pesquisas eleitorais mostram que Lula lidera em simulações de primeiro turno, com até cinco pontos de vantagem, mas a situação é frágil, com Flávio Dino e outros concorrentes apresentando resultados competitivos.
Apoios e novas alianças
O apoio de Carlos Bolsonaro ao deputado Gustavo Gayer ao Senado em Goiás também indica um movimento estratégico nas eleições, enquanto a Coluna Cláudio Humberto celebra 28 anos de cobertura política, refletindo a dinâmica do cenário atual.
Opinião
A relação entre Lula e Messias ilustra as complexidades da política brasileira, onde a falta de apoio pode ter consequências sérias nas decisões e estratégias do governo.





