Política

Flávio Dino prorroga afastamento de Mário Neto em meio a investigação da PF

Flávio Dino prorroga afastamento de Mário Neto em meio a investigação da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá (AP), Mário Neto (Podemos). A decisão foi tomada em resposta a um pedido da Polícia Federal, que investiga desvios de recursos de emendas parlamentares pela prefeitura.

O afastamento de Mário Neto, que também ocupava o cargo de secretário de Finanças, se aplicou a outros dois servidores da prefeitura, Erica Aranha de Sousa Aymoré e Walmiglisson Ribeiro da Silva. O prazo anterior de afastamento se encerraria no dia 4 de novembro, mas a PF argumentou que foi insuficiente para as investigações.

Investigação e Transferências Suspeitas

A investigação revelou que, no dia do afastamento e antes da posse do prefeito interino, Pedro DaLua, foram realizadas transferências de mais de R$ 3 milhões para uma chave bancária atribuída a José Furlan Neto, irmão do prefeito afastado, Antônio Furlan (conhecido como Dr. Furlan), que também era secretário municipal de governo.

A Polícia Federal destacou que os investigados se recusaram a fornecer as senhas dos telefones celulares apreendidos, o que atrasou as apurações. Além disso, houve tentativas de promover um “apagão” de informações na prefeitura, com exonerações em massa de servidores e cortes de cabeamento de rede.

Decisões e Consequências

A Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou que o afastamento de Mário Neto é necessário para a preservação da ordem pública e da integridade da administração municipal. A permanência do vice-prefeito no cargo poderia garantir acesso a documentos e sistemas relevantes, criando um ambiente propício à manipulação de provas.

Antonio Furlan foi afastado da prefeitura em março, junto com seu vice, por decisão de Flávio Dino, no âmbito das investigações de desvio de recursos. Após o afastamento, Furlan renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Amapá, enfrentando o atual governador, Clécio Luís (União).

Opinião

A situação em Macapá revela a importância da transparência e da responsabilidade na gestão pública, especialmente em tempos de crise e investigação.