O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) em uma votação que terminou com o placar de 42 votos a 34. A condução da sessão foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já havia demonstrado um movimento favorável à rejeição.
Essa rejeição representa a sexta vez na história que um indicado à Corte é barrado pelo Senado, sendo a última ocorrência há mais de 130 anos. O clima de expectativa entre os governistas já indicava uma possível derrota, especialmente diante da maneira como Alcolumbre articulou a sessão, que não contou com a presença de Messias em reuniões anteriores.
Após a derrota, o foco do Palácio do Planalto se voltou para entender as brechas na articulação política e o futuro da relação com Alcolumbre. A movimentação do senador foi informada ao Planalto, e já se prevê um distanciamento entre Lula e Alcolumbre. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi ao Palácio da Alvorada, onde Lula se reuniu com ele e com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, em momentos distintos.
Após a votação, Guimarães expressou a expectativa de uma “vitória”, que não se concretizou. O episódio revela a fragilidade da articulação política do governo e a necessidade de Lula reavaliar suas estratégias diante do Senado.
Opinião
A rejeição de Jorge Messias ao STF demonstra a complexidade das relações políticas atuais e o desafio que o governo enfrenta para manter a governabilidade no Senado.





