A percepção de perda do poder de compra dos brasileiros atingiu níveis alarmantes, conforme pesquisa da Quaest para a Genial Investimentos. Em abril, 71% dos entrevistados afirmaram que a situação piorou em comparação ao ano anterior. Essa sensação é ainda mais acentuada entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, onde a percepção de deterioração chegou a 72%.
Impacto nos eleitores de Lula
Esse grupo, que representa uma das principais bases eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também demonstrou uma alta na intenção de voto em Lula, com 49% dos entrevistados planejando votar nele. Apesar disso, a desaprovação ao governo é alta nas faixas de renda superiores, onde Flávio Bolsonaro (PL) supera Lula nas intenções de voto.
Inflação e alta de preços
A alta nos preços de alimentos e bebidas é uma das principais causas da perda do poder aquisitivo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou uma alta de 2,16% nos preços de alimentos nos 12 meses encerrados em março de 2026, revertendo meses de desaceleração. Os produtos que mais subiram incluem tomate, feijão carioca e batata.
Desemprego e percepção econômica
Apesar da taxa de desemprego ter sido de 5,8% em fevereiro de 2026, a percepção de que a economia piorou foi compartilhada por 50% dos entrevistados. A deterioração das expectativas econômicas é evidente, com a projeção de inflação para alimentos subindo de 4,2% para 5,3% em 2026.
Pressões inflacionárias
As pressões adicionais nos preços devem continuar, especialmente com o aumento do preço do petróleo. Desde 28 de fevereiro, o preço do litro do diesel aumentou 23%, impactando diretamente os custos de transporte e, consequentemente, a cesta básica dos consumidores de baixa renda.
Opinião
A situação atual revela um desafio significativo para o governo Lula, que precisa encontrar maneiras de restaurar a confiança e o poder de compra de sua base eleitoral, enquanto enfrenta pressões inflacionárias crescentes.





