O conflito entre EUA e Irã completa dois meses, gerando efeitos significativos sobre a economia global. Os preços de petróleo e fertilizantes estão em alta, pressionando o comércio internacional e intensificando a inflação em várias regiões do mundo.
Impacto no Brasil e no setor agrícola
O economista Roberto Giannetti, ex-Secretário Executivo da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), destacou em entrevista ao Times Brasil que o fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes. Essa situação pode comprometer a produtividade agrícola no Brasil, que importa entre 85% e 90% dos fertilizantes que utiliza.
Giannetti alertou que a ureia, um componente essencial do NPK, pode ficar mais cara ou escassa, resultando em uma redução da produtividade agrícola de até 30%. Isso pressionaria os preços de alimentos como soja, milho e algodão.
Perspectivas futuras e normalização do mercado
O economista também avaliou que, mesmo que o conflito tenha uma resolução imediata, o mercado levaria meses para se normalizar. O preço do petróleo poderia recuar para cerca de US$ 80 por barril, mas o impacto em gás e fertilizantes deve durar de seis meses a um ano devido a danos em infraestrutura, como as plantas de gás no Catar.
No curto prazo, não há uma crise imediata no campo brasileiro, pois os produtores já haviam contratado insumos antes do início da guerra. Contudo, para o segundo semestre e início de 2027, a expectativa é de encarecimento e menor disponibilidade de insumos, impactando diretamente a produção agrícola.
Opinião
A situação atual revela como conflitos internacionais podem afetar diretamente a economia de países que dependem de insumos importados, como o Brasil, exigindo atenção e estratégias adequadas para mitigar os impactos.





