Pelo menos seis pessoas morreram em confrontos com forças de segurança em Mato Grosso do Sul entre a noite de 25 e o dia 26 de setembro. As ocorrências foram registradas em Campo Grande, Fátima do Sul, Costa Rica e Rio Verde.
Confrontos em Campo Grande
Na capital, um homem de 41 anos morreu após avançar contra policiais militares armado com um facão, no bairro Jardim Noroeste. De acordo com o boletim de ocorrência, ele apresentava comportamento agressivo e chegou a ameaçar pessoas dentro de uma residência. Apesar do uso de arma de choque, os policiais não conseguiram contê-lo. Diante do avanço, houve disparo de arma de fogo, resultando na morte do homem no local.
Mortes em Fátima do Sul e Costa Rica
Em Fátima do Sul, um homem de 37 anos morreu após um desentendimento com vizinhos evoluir para um confronto com um policial militar que reside nas proximidades. A confusão teve início por causa de um cachorro e terminou quando o homem retornou ao local armado com um facão. Ele foi baleado e não sobreviveu.
Em Costa Rica, três suspeitos morreram durante uma troca de tiros com a Polícia Militar no bairro Polo Industrial. A corporação recebeu informações de que o grupo estaria armado e planejando um ataque relacionado a disputas entre organizações criminosas. Durante a abordagem, houve confronto, resultando na morte de dois homens no local e um terceiro que, mesmo socorrido, não resistiu.
Confronto em Rio Verde
Outro confronto ocorreu em Rio Verde, onde um homem de 31 anos, considerado foragido da Justiça, morreu após reagir à abordagem policial. Ele era procurado desde uma perseguição ocorrida dois dias antes e foi encontrado escondido em uma residência. Durante a tentativa de prisão, houve troca de tiros e o suspeito foi baleado, vindo a falecer no hospital.
Investigação das mortes
Segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram contabilizadas 29 mortes decorrentes de intervenção policial em 2026. As mortes registradas no fim de semana devem ser investigadas pela Polícia Civil e pelas corregedorias.
Opinião
A situação em Mato Grosso do Sul levanta questões sobre a atuação da polícia e a necessidade de um debate mais profundo sobre segurança pública e direitos humanos.





