Economia

Banco Central revela endividamento das famílias em 49,9% e acende alerta para Copom

Banco Central revela endividamento das famílias em 49,9% e acende alerta para Copom

O Banco Central divulgou que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro de 2026, o maior nível desde que o indicador começou a ser apurado em 2005. Esse dado alarmante surge às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 29 de abril de 2026, onde será discutida a taxa básica de juros, a Selic.

Em março de 2026, o custo de crédito apresentou uma leve redução de 0,1 ponto percentual, após ter atingido um recorde na série histórica de 24,2% no mês anterior. A última reunião do Copom resultou em uma redução da Selic de 15% para 14,75%, uma medida considerada tímida diante do cenário econômico desafiador, que inclui a guerra no Oriente Médio e a situação fiscal do governo.

A expectativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, conforme o último Boletim Focus, refletindo uma crescente preocupação entre os analistas sobre a pressão inflacionária. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já registrou uma inflação de 1,92% desde o início do ano.

Em meio a esse cenário, o governo brasileiro tem avançado com um pacote de bondades que já acumula R$ 403,2 bilhões desde o início de 2026, o que tem gerado críticas da oposição, que considera as medidas populistas em um ano eleitoral. A situação do endividamento das famílias e seu impacto nas decisões econômicas estão sendo monitorados de perto, especialmente com a proibição de derivativos relacionados a eventos externos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que resultou no bloqueio de 27 plataformas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Opinião

A crescente taxa de endividamento das famílias brasileiras é um sinal claro de alerta para a saúde econômica do país, exigindo atenção redobrada das autoridades financeiras.