O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o novo programa Desenrola 2.0 será lançado ainda nesta semana. A medida surge em meio a um cenário de endividamento recorde, onde o percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 49,9% em fevereiro de 2026, o maior índice desde que o Banco Central começou a monitorar essa informação em 2005.
Em uma reunião com representantes dos principais bancos do país, Durigan explicou que o programa permitirá o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas. “Agora a possibilidade de uso do FGTS é para quitar sua dívida. Então você não está se endividando a partir do FGTS. Ao contrário, você está pagando a sua dívida com o seu FGTS”, afirmou o ministro.
Reunião com os Bancos
O encontro contou com a presença de líderes de instituições financeiras como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Nubank e Citibank. Após as discussões, Durigan informou que o programa será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um possível anúncio ainda nesta semana.
Limitações e Descontos
O ministro destacou que haverá limitações quanto ao uso do FGTS, que será vinculado ao pagamento das dívidas do programa. Além disso, o Desenrola 2.0 oferecerá descontos de até 90% nas dívidas, com taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês.
Durigan também mencionou que o programa contará com um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o que garantirá a renegociação para aqueles que desejarem participar. “Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês. Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, possivelmente será uma dívida de R$ 11 mil”, explicou.
Opinião
A proposta do Desenrola 2.0 representa uma tentativa do governo de aliviar a pressão sobre as famílias endividadas, mas sua eficácia dependerá da adesão dos bancos e da real capacidade de implementação do programa.





