Internacional

Israel intensifica ataques ao Hezbollah após quatro mortes no sul do Líbano

Israel intensifica ataques ao Hezbollah após quatro mortes no sul do Líbano

Israel afirmou neste sábado que atacará alvos do Hezbollah com força, desafiando um frágil cessar-fogo com o Líbano, que foi prorrogado por três semanas. Quatro pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano, conforme relatado pela agência estatal de notícias libanesa.

Os militares israelenses informaram que o Hezbollah disparou foguetes contra Israel, em um novo desafio ao tênue cessar-fogo. Apesar da trégua acordada entre Israel e Líbano, as hostilidades continuaram, com confrontos frequentes no sul do Líbano, onde Israel mantém tropas em uma zona de segurança autodeclarada.

Ações Militares e Consequências

Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que os militares receberam instruções para atacar alvos do Hezbollah no Líbano com força. Durante a noite, os militares israelenses atingiram lançadores de foguetes do Hezbollah em três locais no sul do Líbano e atacaram vários combatentes do grupo em ações separadas. Além disso, instalações das forças de elite Radwan do Hezbollah também foram atingidas.

Não estava claro se as mortes relatadas estavam ligadas a esses ataques. Os militares reiteraram um alerta para que moradores libaneses não se aproximem da região do rio Litani, enquanto as operações contra o Hezbollah prosseguem.

Os militares também relataram a interceptação de um “alvo aéreo suspeito” na área ocupada por suas forças e que dois foguetes foram disparados pelo Hezbollah contra o norte de Israel, sendo um deles interceptado, sem relatos de vítimas.

Reações e Críticas

Um parlamentar do Hezbollah declarou na sexta-feira que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos era inútil, um dia após sua prorrogação. A trégua, que deveria expirar no domingo, continua a ser um ponto de tensão entre as partes envolvidas.

Opinião

A intensificação dos ataques de Israel ao Hezbollah ressalta a fragilidade da situação no sul do Líbano e a urgência de um diálogo que evite mais perdas humanas.