As terras raras, minerais estratégicos e críticos estão ganhando destaque na geopolítica e na economia global, especialmente no Brasil. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) revela que o país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com 21 milhões de toneladas, representando 23% das reservas globais, segundo o USGS.
Esses minerais são essenciais para tecnologias avançadas, como turbinas eólicas e carros elétricos. Enquanto isso, o Brasil se destaca por ter 94% das reservas de nióbio do mundo, com 16 milhões de toneladas, além de ser o segundo em reservas de grafita com 74 milhões de toneladas e o terceiro em níquel com 16 milhões de toneladas.
Minerais Estratégicos e Críticos
De acordo com a Resolução nº 2 de 18 de junho de 2021 do Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui uma lista de minerais estratégicos, que incluem o nióbio, níquel, e terras raras. A definição de minerais estratégicos e críticos varia de acordo com o contexto de cada país, levando em consideração riscos de abastecimento e a importância para a economia.
Desafios e Oportunidades
Atualmente, a China lidera a produção de terras raras, gerando preocupações nos Estados Unidos e na União Europeia, que buscam diversificar seus fornecedores. Nesse cenário, o Brasil se torna um ator relevante, mas enfrenta desafios significativos na cadeia produtiva, que inclui extração, beneficiamento e refino.
O professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, alerta que o país continua a ser um exportador primário, exportando minerais sem aproveitar seu potencial no mercado interno. Ele destaca que a exploração mineral acarreta impactos ambientais e sociais significativos, como a degradação de recursos hídricos e aumento da desigualdade.
Opinião
A questão das terras raras no Brasil exige uma reflexão cuidadosa sobre o equilíbrio entre exploração econômica e preservação ambiental, para que o país não repita erros do passado.





