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Mato Grosso do Sul registra 13 mortes por Chikungunya e gera alerta nacional

Mato Grosso do Sul registra 13 mortes por Chikungunya e gera alerta nacional

Após registrar a 13ª morte por Chikungunya em 2026, Mato Grosso do Sul já acumula mais da metade das vítimas da doença na última década. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e mostram um cenário alarmante para o estado e o país.

O último boletim, referente à 15ª semana epidemiológica, confirmou a morte de uma mulher de 87 anos em Bonito, que apresentava comorbidades. O óbito ocorreu em 20 de abril, apenas 11 dias após o início dos sintomas, evidenciando a gravidade da doença.

O epicentro da epidemia

Dourados é considerado o epicentro da Chikungunya no Mato Grosso do Sul, com 8 mortes registradas. A cidade já decretou situação de calamidade pública, permitindo ações emergenciais para combater a proliferação do Aedes aegypti, o vetor da doença.

Em todo o Brasil, até agora, foram registradas 20 vítimas da Chikungunya em 2026, sendo que Mato Grosso do Sul responde por impressionantes 65% das mortes. O estado já havia encerrado 2025 com o maior número de óbitos em toda a série histórica, totalizando 17 mortes.

Casos em ascensão

Os dados indicam que Mato Grosso do Sul já contabiliza aproximadamente 7,6 mil casos prováveis de Chikungunya em 2026. Até o momento, 8 das 13 vítimas tinham algum tipo de comorbidade, e dois óbitos ainda estão em investigação.

A situação é crítica, pois o estado registrou um aumento significativo no número de mortes, com 2026 apresentando uma taxa de letalidade sete vezes maior do que o pior ano da década anterior.

Opinião

É essencial que as autoridades de saúde intensifiquem as medidas de prevenção e controle para evitar que o número de casos e mortes continue a crescer em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil.