A disparada da cotação do petróleo devido à guerra no Oriente Médio impactou diretamente o preço das passagens aéreas no Brasil em março. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço pago pelo passageiro para voar um quilômetro, conhecido como yield, subiu 19,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, alcançando R$ 0,5549.
Além disso, a tarifa média das passagens aéreas teve um aumento de 17,8%, atingindo R$ 707,16. Esses dados foram corrigidos pela inflação até março e refletem a realidade do setor, que conseguiu manter a demanda mesmo diante do impacto do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre os preços do petróleo.
Movimentação do Setor Aéreo
No mesmo mês, o setor aéreo brasileiro movimentou 10,6 milhões de passageiros, representando um crescimento de 3,1% na comparação anual, segundo a Anac. Apesar das altas tarifas, o setor se mostrou resiliente. Contudo, as subidas de tarifa e seus efeitos sobre a demanda devem se intensificar no segundo trimestre do ano.
Reajuste do Combustível de Aviação
O preço do QAV (combustível de aviação) em março foi de R$ 3,60/litro, apresentando uma redução de 13,7% em relação a março de 2025 e 17,7% em relação a março de 2024. Um reajuste de 55% no preço do combustível foi implementado pela Petrobras a partir de 1º de abril, após o início do conflito.
A Anac informou que continua monitorando a evolução do mercado em conjunto com a Casa Civil, os Ministérios da Fazenda e de Portos e Aeroportos, e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), buscando mitigar os efeitos da situação atual.
Faixas Tarifárias
Quanto às faixas tarifárias, a maior parte dos assentos vendidos (45,4%) foi comercializada por menos de R$ 500, enquanto 8,2% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil.
Opinião
A alta significativa nas tarifas aéreas reflete não apenas a crise do petróleo, mas também o desafio contínuo do setor em equilibrar custos e demanda em um cenário econômico instável.





