Sem uma solução global para a crise no Oriente Médio, França e Reino Unido formaram um grupo de países “não beligerantes” para liderar uma missão no Estreito de Ormuz. Essa região é crucial, pois por ela passa um quinto do petróleo e gás do mundo.
A iniciativa busca garantir a segurança nessa rota comercial vital, especialmente em um contexto de crescente tensão entre países como Estados Unidos, Israel e Irã, que estão fora dessa coalizão.
Desafios do Plurilateralismo
O desarranjo do sistema multilateral, impulsionado por ações unilaterais dos EUA sob a presidência de Donald Trump, tem levado países a formar pequenas coalizões em busca de soluções para questões globais. Essa abordagem, chamada de plurilateralismo, é vista como uma alternativa necessária em tempos de incerteza.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou que as coalizões têm sido fundamentais para avançar em compromissos climáticos, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que atraiu mais de US$ 10 bilhões, e o Compromisso Belém x4, que visa quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.
Acordos Comerciais e Implicações
Além das questões climáticas, o acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor em 1º de maio, criando a maior área de livre-comércio do mundo. Essa iniciativa foi impulsionada por pressões de países como França, Hungria e Polônia, que hesitaram antes de aceitar o documento negociado há 25 anos.
O panorama internacional também é impactado pela retirada dos EUA do Acordo de Paris em 2025, além de sua saída de outros 66 grupos e convenções. Isso reforça a necessidade de novas alianças e acordos regionais, que emergem como resposta ao que muitos veem como um “bullying” econômico por parte dos EUA.
Opinião
O plurilateralismo pode ser uma solução viável, mas não deve substituir o multilateralismo. A cooperação entre países é essencial para enfrentar os desafios globais que afetam a todos.





