A AneaBRB expressou preocupação com o recente aumento de capital do Banco de Brasília (BRB), aprovado em 22 de abril de 2026. A entidade, que representa empregados ativos e aposentados do banco, adiou assembleias programadas para o dia 30 de abril, aguardando a apresentação de demonstrativos financeiros e a conclusão da operação em maio.
Aumento de capital e implicações
O aumento de capital, que será realizado por meio de subscrição privada, visa garantir que o governo do Distrito Federal, que atualmente detém 53,1% do BRB, mantenha sua propriedade estatal. Para isso, será necessário um investimento de até R$ 5,3 bilhões.
Rejeição de empréstimo e investigações
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) rejeitou um pedido de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, que já havia sido aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, complicando ainda mais a situação financeira do banco. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está preso sob suspeita de corrupção, acusado de receber imóveis como propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para facilitar a compra de ativos fraudulentos. A negociação envolveu seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões, com R$ 74,6 milhões já pagos.
Preocupações da AneaBRB
A diluição das ações é uma preocupação central para a AneaBRB, que teme impactos negativos em seus investimentos, incluindo na Saúde BRB, uma operadora de planos de saúde ligada ao BRB. A associação reafirmou seu compromisso em adotar todas as medidas necessárias para proteger seu patrimônio e o valor institucional do BRB, especialmente diante das fraudes e irregularidades em investigação.
Opinião
A situação do BRB evidencia a fragilidade de instituições financeiras em meio a crises de governança e corrupção, destacando a necessidade de uma supervisão mais rigorosa.





