Política

STM autoriza coleta de dados sobre Jair Bolsonaro e futuro no Exército é incerto

STM autoriza coleta de dados sobre Jair Bolsonaro e futuro no Exército é incerto

Jair Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, está em uma situação delicada após a decisão do Superior Tribunal Militar (STM), que autorizou a coleta de dados sobre sua trajetória militar. Essa medida foi tomada em 22 de abril de 2026 e visa auxiliar no julgamento que decidirá se o ex-presidente deve perder sua patente devido à sua condenação na ação penal relacionada à trama golpista, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão do ministro Carlos Vuyk de Aquino implica que o Exército deve enviar ao STM documentos que incluem o prontuário funcional de Bolsonaro referente ao período de 1971 a 1988, seu histórico disciplinar, informações sobre punições e elogios recebidos, além de condecorações e medalhas. A Marinha, a Força Aérea e o Ministério da Defesa também deverão informar se existem registros de condecorações e honrarias atribuídas ao ex-presidente.

O Ministério Público Militar (MPM) já havia protocolado ações no STM para a decretação da perda do oficialato de Bolsonaro, considerando que a Constituição prevê a expulsão de oficiais das Forças Armadas em casos de condenação criminal superior a dois anos. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, o que agrava sua situação.

Além de Bolsonaro, o MPM também solicitou a perda da patente de outros generais da reserva, como Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier, que também enfrentam condenações pelo STF. A análise dos documentos coletados será crucial para o futuro de Bolsonaro no Exército e a continuidade de sua carreira militar.

Opinião

A decisão do STM marca um momento decisivo na trajetória de Jair Bolsonaro, levantando questões sobre a responsabilidade de oficiais em casos de condenações criminais e o impacto disso em suas carreiras militares.