A Polícia Federal (PF) está conduzindo a Operação Ultima Ratio, que investiga um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O relatório final da operação, que possui mais de 700 páginas, solicita o indiciamento de diversas autoridades e advogados, mas surpreendentemente não menciona a advogada Camila Cavalcante Bastos, ex-vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS).
A OAB/MS anunciou o afastamento voluntário de Camila Bastos em respeito à transparência das investigações. A advogada teve sua residência e escritório alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação. Em nota, Camila esclareceu que seu nome foi citado apenas como ‘alvo de busca’ e que não está sendo investigada ou indiciada.
Detalhes da Operação Ultima Ratio
A Operação Ultima Ratio investiga indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo magistrados e advogados no TJMS. Os casos analisados incluem disputas de terras e processos financeiros de alto valor, com destaque para as fazendas em Corumbá e Maracaju.
O relatório da PF reúne provas como documentos, mensagens de WhatsApp e registros bancários, revelando que decisões judiciais estavam sendo comercializadas. O delegado responsável enfatizou que, embora existam evidências, os indiciamentos cabem ao Ministério Público Federal, devido ao foro por prerrogativa de função dos magistrados.
Reações e Implicações
A exclusão de Camila Bastos do relatório reacende discussões sobre a divulgação de nomes em investigações, especialmente quando não há imputação formal de crimes. A OAB/MS se comprometeu a acompanhar rigorosamente as apurações e reforçou seu compromisso com o combate à corrupção.
Opinião
A situação evidencia a complexidade das investigações e a importância da cautela na divulgação de informações, especialmente em casos que envolvem figuras públicas e a integridade do sistema judiciário.





