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Giannina Maradona acusa médicos de manipulação em julgamento sobre pai

Giannina Maradona acusa médicos de manipulação em julgamento sobre pai

Giannina Maradona esteve no banco de testemunhas do Tribunal de San Isidro, na Argentina, nesta terça-feira, para o terceiro dia do julgamento sobre a morte de seu pai, Diego Maradona, em 2020. Durante seu depoimento, ela acusou o médico neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz de terem manipulado a família do astro do futebol por meio de uma internação domiciliar inadequada após cirurgia cerebral.

“Eles nos diziam a todo tempo que o importante era meu pai não consumir álcool. Depois, que o uso de álcool era zero. A manipulação foi absoluta e horrível”, afirmou Giannina, visivelmente emocionada. Ela relatou que, sempre que falava com seu pai e dizia que iria visitá-lo, os médicos aumentavam a dosagem de medicamentos ou ofereciam álcool, criando uma situação desfavorável. “Meu pai era a pessoa mais rápida do planeta e estava piorando cada vez mais”, lamentou.

Antes de se emocionar novamente, Giannina mostrou uma foto de seu pai aos 59 anos, destacando a piora de sua saúde. “Cheguei à casa do meu pai com minha melhor amiga e meu filho. Lá fora, os fãs cantavam e vibravam. Ele estava vestido com um agasalho, com o olhar distante”, descreveu, lembrando de seu último aniversário. “Ele estava olhando fixamente para o fogo na lareira e eu disse ‘feliz aniversário’. Meu pai apenas olhou para a camiseta do Benja (seu neto). Ele tinha uma foto dele com o Caniggia, mas não se reconheceu”, contou, acusando maus tratos ao pai.

Durante o julgamento, Giannina definiu Luque como o “rei da manipulação” e um grande ator. Ela ainda o acusou de mentir sobre o tratamento domiciliar, afirmando que ele dizia que visitava seu pai todos os dias. Um áudio de Carlos Díaz foi apresentado no tribunal, no qual o psicólogo pede para “passar a bola”, sugerindo que o tratamento fosse interrompido e que o jogador deveria vir a óbito. “Isso me deixa com raiva”, reagiu Giannina, indignada.

A filha de Maradona também acusou Cosachov de impedir que enfermeiros de uma empresa terceirizada vissem seu pai. O julgamento, que envolve outras quatro pessoas da equipe médica, ainda não tem data para terminar e pode resultar em condenações de até 25 anos de prisão pela morte de Maradona.

Opinião

A busca por justiça na morte de Diego Maradona revela as complexidades do sistema de saúde e a responsabilidade dos profissionais envolvidos no tratamento de figuras públicas.