Política

Desembargadora Eva do Amaral Coelho alerta sobre ‘escravidão’ no TJPA

Desembargadora Eva do Amaral Coelho alerta sobre 'escravidão' no TJPA

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), fez declarações alarmantes sobre as restrições às verbas extrateto da magistratura, afirmando que isso levará os juízes a trabalhar em condições comparáveis às da escravidão. As declarações foram feitas durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal e ganharam destaque nas redes sociais.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a desembargadora recebeu R$ 44.431,77 líquidos em fevereiro de 2026 e acumulou R$ 227 mil de rendimentos no primeiro bimestre do mesmo ano. Durante sua fala, ela mencionou que a situação financeira dos magistrados está se deteriorando, afirmando que colegas estão deixando de ir ao médico devido à incapacidade de pagar consultas.

Críticas às restrições salariais

Eva do Amaral criticou o uso do termo ‘penduricalhos’ para se referir a benefícios salariais e advertiu que a população sentirá os efeitos das restrições quando buscar justiça e não encontrar. Em 25 de março de 2026, o STF decidiu que os benefícios adicionais não podem ultrapassar 35% do teto do funcionalismo, que é de R$ 46.366,19. Essa decisão também permitiu que a remuneração total dos magistrados chegasse a R$ 78.792,52 mensais.

A desembargadora enfatizou que a imagem da magistratura está sendo prejudicada, com juízes sendo vistos como ‘bandidos’ ou ‘pessoas sem escrúpulos’. Ela defendeu a carga de trabalho dos magistrados e convidou a população a entender a rotina deles, ressaltando que o corte de benefícios e a pressão financeira podem comprometer o funcionamento da Justiça.

Opinião

A situação exposta pela desembargadora Eva do Amaral Coelho revela um dilema importante sobre a valorização da magistratura e os impactos diretos que as decisões do STF podem ter na qualidade da Justiça no Brasil.