O estado de Goiás decretou, na última quinta-feira (16), situação de emergência de saúde pública devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados divulgados até o início da tarde do último domingo (19) indicam que 42% dos casos estão relacionados a bebês com até dois anos de idade, totalizando 1.139 casos de um total de 2.671 registrados.
Mortes e Medidas Emergenciais
Até o momento, foram registradas 115 mortes no estado devido à SRAG. Quando a Secretaria de Saúde decretou a emergência, eram 2.560 casos. A medida estadual, com duração de 180 dias, inclui a instalação de um centro de operações para monitoramento e gestão da situação.
Causas e Monitoramento
O painel de monitoramento revelou que 148 casos estão relacionados ao vírus da Influenza, enquanto 1.080 são atribuídos a outros vírus. Existe um alerta em relação à circulação da variante K do Influenza. O governo local adotou ações como a aquisição especial de insumos e a contratação de serviços necessários ao atendimento da situação, com dispensa de licitação.
Impacto no Distrito Federal
O Distrito Federal, vizinho a Goiás, também está monitorando a situação. A Secretaria de Saúde local informou que a variante K da Influenza é predominante na América do Sul, mas não há evidências de aumento na gravidade dos casos ou perda de eficácia das vacinas disponíveis.
Aumento de Casos em Crianças
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um boletim indicando um aumento de casos de SRAG em crianças menores de dois anos em quatro das cinco regiões do país. O crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária.
Vacinação e Prevenção
O Ministério da Saúde mantém uma campanha nacional de vacinação contra a Influenza, priorizando crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. As vacinas contra a covid-19 e o VSR também são recomendadas para grupos vulneráveis.
Opinião
A situação em Goiás destaca a urgência de medidas eficazes e a importância da vacinação para proteger a população, especialmente as crianças mais novas.





