O exército israelense anunciou que estabeleceu uma demarcação conhecida como “Linha Amarela” no sul do Líbano, semelhante à linha que separa suas forças do território controlado pelo Hamas em Gaza. A declaração ocorreu no último sábado, quando o exército afirmou ter atacado militantes que se aproximavam de suas tropas ao longo da linha.
Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), as operações foram realizadas em resposta a terroristas que violaram os acordos de cessar-fogo e representavam uma ameaça imediata. “Ações tomadas em legítima defesa e para eliminar ameaças imediatas não são restringidas pelo cessar-fogo”, afirmou o exército, que se manifestou pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor.
Cessar-fogo e consequências da guerra
O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi acordado por um período de 10 dias, após semanas de intensos combates que começaram em 2 de março. Este conflito resultou na morte de quase 2.300 pessoas no Líbano e causou devastação em várias cidades, incluindo Nabatiyeh.
O presidente libanês, Joseph Aoun, destacou a importância de negociações diretas com Israel para consolidar o cessar-fogo, garantir a retirada das forças israelenses e resolver disputas fronteiriças. Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou seu compromisso de desmantelar o Hezbollah, prometendo que a missão de Israel ainda não estava completa.
Reações internacionais
As autoridades dos Estados Unidos, lideradas pelo presidente Donald Trump, afirmaram ter proibido Israel de bombardear o Líbano após a implementação do cessar-fogo, indicando que Washington está disposto a trabalhar com o Líbano para lidar com o Hezbollah.
Opinião
A situação no Oriente Médio continua tensa, com a necessidade urgente de um diálogo que leve à paz duradoura entre Israel e Líbano.





