A República Islâmica do Irã anunciou, nesta sexta-feira (17), a abertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais, em consequência do acordo de cessar-fogo no Líbano entre Israel e Hezbollah. Este estreito, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, havia sido alvo de tensões que impactaram a economia global.
Cessar-fogo no Líbano e suas implicações
O cessar-fogo no Líbano começou a valer na noite de 16 de novembro e deve durar até 21 de novembro. Durante os 45 dias de conflito, mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas em todo o país. A informação sobre a abertura do estreito foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, que declarou que a passagem para todos os navios comerciais pelo estreito está completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo.
Impactos econômicos e movimentação de petróleo
A medida, que foi acordada entre Teerã e Washington, previa também o fim das batalhas em todas as frentes da guerra no Oriente Médio. No entanto, Israel continuou a realizar ataques massivos no Líbano. O Irã vinha exigindo o fim das hostilidades para retomar as negociações com os EUA. Apesar do bloqueio naval imposto pelos EUA, três petroleiros iranianos, transportando um total de 5 milhões de barris de petróleo bruto, conseguiram deixar o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz, conforme relatado pela empresa de rastreamento de navios Kpler.
Opinião
A abertura do Estreito de Ormuz pode ser um passo decisivo para a estabilização econômica e política na região, mas a continuidade das hostilidades em outras frentes ainda gera incertezas.





