A Comissão Executiva Nacional do PT tomou uma decisão histórica em 7 de abril de 2026, ao determinar que o partido não terá candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul pela primeira vez desde sua fundação em 1982. A medida foi uma exigência para garantir o alinhamento com o PDT e apoiar a reeleição do presidente Lula.
Juliana Brizola é a nova candidata do PT
Após a resolução, Edegar Pretto oficializou sua desistência da candidatura ao governo do estado, com a expectativa de ser vice na chapa encabeçada por Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola. Essa decisão foi vista como uma intervenção do diretório nacional do PT, que impôs uma tática política coerente com a análise nacional e internacional da conjuntura.
Contexto eleitoral no estado
O PT governou o Rio Grande do Sul entre 1999 a 2003 e de 2011 a 2015, mas enfrenta desafios nas eleições de 2026. A pesquisa de 17 de março mostra Luciano Zucco (PL) liderando com 31% das intenções de voto, seguido por Juliana Brizola com 24% e Edegar Pretto com 19%.
Reações e críticas internas
A decisão do diretório nacional provocou um bate-boca público entre líderes petistas, com críticas de Valter Pomar e defesas de José Dirceu. Pomar destacou que a intervenção não é reconhecida por aqueles que a praticam, refletindo a tensão interna no partido.
Estratégia política e alianças
A escolha de não lançar um candidato próprio reflete uma estratégia de priorizar alianças onde um aliado competitivo possa contribuir mais para a reeleição presidencial. Essa lógica está alinhada com a necessidade de um palanque que não apenas represente o PT, mas que também atraia eleitores que rejeitam Bolsonaro, mas não votariam automaticamente no partido.
Opinião
A decisão do PT de abrir mão de uma candidatura própria no RS evidencia a nova dinâmica política do partido, que busca se fortalecer por meio de alianças estratégicas, mesmo que isso signifique perder a autonomia em algumas frentes eleitorais.





