O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, que disputará as eleições de 2026. Lula justificou sua decisão com um “compromisso cristão” de não permitir que um fascista volte a governar o Brasil, referindo-se ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Essa reafirmação ocorre após Lula levantar dúvidas sobre sua candidatura em uma entrevista ao portal ICL Notícias no dia 8 de abril. Na ocasião, ele declarou: “Eu falo que não decidi que vou ser candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para esse país”.
Críticas às apostas e jogatina no Brasil
Durante sua fala, Lula também criticou as apostas e a jogatina no Brasil, afirmando: “Precisamos, efetivamente, tentar terminar com essa guerra de jogatina que está no Brasil… Nós brigamos a vida inteira contra os cassinos. Eu, pelo menos, como cristão”.
Defesa de valores cristãos
Além disso, o presidente defendeu o papa Leão XIV em resposta às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que “[o papa] está correto na crítica que fez ao presidente Trump, ninguém precisa ter medo de ninguém”.
Analistas políticos comentaram que a dúvida de Lula sobre sua candidatura pode ter sido uma estratégia para avaliar a reação do mercado financeiro e do público. “Se você analisar o mercado e a Faria Lima, eles sempre vão querer outro candidato, porque eles não querem política de inclusão social”, disse Lula.
Opinião
A reafirmação de Lula como candidato em 2026 indica um cenário político acirrado, onde valores cristãos e a luta contra o fascismo serão temas centrais na campanha.





