A Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhará ao Congresso Nacional uma carta nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, se posicionando contra o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal sem a correspondente redução salarial. O documento, assinado pelo presidente da entidade, Ricardo Alban, enfatiza os impactos econômicos negativos que essa medida pode causar.
Impactos Econômicos e Previsões
De acordo com a CNI, a redução da jornada pode acarretar um impacto médio de 6,2% nos preços ao consumidor, com uma inflação de 5,7% apenas nos supermercados. Além disso, a entidade estima uma queda de 0,7% no PIB, equivalente a R$ 76,4 bilhões por ano, com um impacto ainda mais severo na indústria, que pode enfrentar uma retração de 1,2%.
Discussão e Tramitação no Congresso
A proposta de emenda à constituição (PEC) foi apresentada pela deputada Erika Hilton do PSOL-SP. O governo federal já se declarou pronto para enviar um projeto de lei em regime de urgência, embora ainda não haja uma data definida para isso. A expectativa é que a discussão seja pautada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 15 de abril de 2026, com uma votação prevista para maio do mesmo ano.
Manifesto por uma Jornada de Trabalho Moderna
A carta da CNI faz parte de um manifesto mais amplo, elaborado por 800 entidades, que defende um debate mais aprofundado sobre a jornada de trabalho no Brasil. As entidades pedem a diferenciação por setor e um debate técnico, visando reduzir a informalidade e garantir que a modernização da jornada não comprometa a qualidade de vida dos trabalhadores.
Opinião
A discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil é crucial e deve considerar tanto a qualidade de vida dos trabalhadores quanto a saúde econômica das empresas. O diálogo entre as partes é essencial para encontrar um caminho equilibrado.





