O CEO da United Airlines, Scott Kirby, apresentou uma proposta de fusão com a American Airlines Group a diversos funcionários do governo dos EUA, conforme fontes familiarizadas com o assunto relataram à Reuters. Essa fusão entre duas das maiores companhias aéreas dos EUA representaria um dos movimentos de consolidação mais significativos desde a última onda de fusões aéreas, há mais de uma década.
A proposta de fusão poderia apertar ainda mais o mercado doméstico, que já é dominado por quatro grandes empresas: American, Delta, United e Southwest. Além disso, a fusão poderia redesenhar a concorrência em importantes hubs, como Chicago e Dallas, em um momento em que o aumento dos custos de combustível está ampliando a diferença entre as companhias aéreas mais fortes e as mais fracas.
Não está claro se a United fez uma proposta formal à American ou se um processo está em andamento para concretizar um acordo. As fontes que comentaram sobre o assunto falaram sob condição de anonimato, já que as negociações não são públicas. Tanto a United quanto a American se recusaram a comentar sobre a possível fusão, que foi noticiada primeiramente pela Bloomberg. A Casa Branca, por sua vez, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.
Após a divulgação do relatório, as ações da American subiram mais de 5% no pós-mercado, enquanto as ações da United permaneceram praticamente inalteradas. O setor aéreo dos EUA já é altamente concentrado, com a American, Delta Air Lines, United e Southwest Airlines controlando a maior parte do tráfego doméstico, cada uma com uma participação de aproximadamente 17%, segundo dados do Departamento de Transportes.
O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, afirmou que acredita haver espaço para consolidação no setor aéreo americano, mas ressaltou que qualquer possível acordo seria rigorosamente analisado quanto aos seus impactos sobre os consumidores. A American Airlines, que possui uma capitalização de mercado de US$ 7 bilhões, tem enfrentado pressão para melhorar a lucratividade e diminuir a diferença em relação à Delta e à United, após críticas dos sindicatos à administração no início deste ano.
A companhia aérea tem apontado para a forte demanda por passagens premium e viagens corporativas como fatores que impulsionarão a recuperação em 2026. Em contraste, a United Airlines, com uma capitalização de mercado de US$ 31 bilhões, adotou um tom mais confiante diante dos altos preços dos combustíveis que testam o setor. Kirby, que foi presidente da American Airlines de 2013 a 2016, afirmou que um choque prolongado nos custos poderia criar oportunidades para que as companhias aéreas mais fortes ganhassem participação de mercado, enquanto as concorrentes mais fracas enfrentariam dificuldades.
Opinião
A proposta de fusão entre a United e a American Airlines pode mudar radicalmente o cenário do setor aéreo nos EUA, trazendo tanto oportunidades quanto desafios para os consumidores e as empresas envolvidas.





