No último sábado, o tão aguardado show do Guns N’ Roses em Campo Grande se transformou em um verdadeiro caos. Com os portões abertos às 16h, muitos fãs já estavam no Autódromo Internacional Orlando Moura, mas a realidade do trânsito foi muito diferente do esperado.
Às 17h45min, ao sair em direção ao evento, o trajeto que normalmente levaria pouco mais de uma hora se transformou em um pesadelo. O trânsito estava parado na Avenida Ministro João Arinos, e a fila de veículos parecia não ter fim. Às 19h40min, a situação já era crítica, com pessoas desistindo e descendo dos carros a mais de 12 quilômetros do autódromo, temerosas de não chegarem a tempo.
Com apenas 30 minutos para o início do show, muitos já estavam se perguntando se conseguiriam ver pelo menos uma música. Informações sobre o atraso do Guns N’ Roses começaram a surgir às 21h, mas a esperança de que o evento fosse adiado para esperar os que ainda estavam presos no trânsito parecia distante.
Apesar da presença da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Detran-MS, a ação efetiva das autoridades foi quase nula. As promessas de que caminhões não circulariam nas imediações entre 18h e 22h não foram cumpridas, e a falta de organização foi evidente. Milhares de pessoas estavam presas em um congestionamento que durou mais de cinco horas, enquanto a PRF jogava a responsabilidade de volta para os organizadores do evento.
Com o show começando às 22h30min, muitos que finalmente conseguiram chegar ao autódromo enfrentaram mais de cinco horas tentando voltar para casa. A indignação tomou conta dos fãs, que se sentiram enganados por uma organização que vendeu ingressos até para estacionamento, mas não garantiu acessos adequados ao evento.
Opinião
A situação do show do Guns N’ Roses em Campo Grande expõe a falta de planejamento e a necessidade urgente de melhorias na logística de grandes eventos na cidade. A revolta do público é compreensível diante do caos vivido.





