Os húngaros vão às urnas neste domingo, 12 de abril de 2026, para eleger 199 deputados na Assembleia Nacional, que posteriormente escolherão o novo primeiro-ministro. O atual líder, Viktor Orbán, está no poder há 16 anos e enfrenta a possibilidade real de derrota nas eleições.
Seu principal concorrente, Peter Magyar, do partido de centro-direita Tisza, lidera as pesquisas. No entanto, a situação é complexa, com um alto número de eleitores indecisos e uma significativa população de húngaros étnicos vivendo em países vizinhos, que tendem a apoiar o partido governista Fidesz.
O cenário econômico da Hungria é preocupante, com um contexto de estagnação econômica e aumento do custo de vida, o que afetou a imagem de Orbán junto aos eleitores. Magyar, de 45 anos, promete combater a corrupção, liberar bilhões de euros de fundos congelados da União Europeia, taxar os mais ricos e reformar o sistema de saúde húngaro.
Além disso, Magyar pretende distanciar a Hungria da Rússia e evitar que o país se torne um “fantoche russo”. A eleição deste domingo é vista como crucial para a Hungria, que possui uma população de 9,6 milhões de habitantes, e atrai a atenção de toda a Europa.
De acordo com Gregoire Roos, diretor dos Programas para Europa, Rússia e Eurásia da Chatham House, “a Rússia considera a Hungria como um importante interlocutor dentro da União Europeia, mantendo laços energéticos e adotando, de longe, o tom mais duro em relação à Ucrânia do que qualquer outro país da UE”.
Opinião
A eleição na Hungria representa um momento decisivo não apenas para o país, mas também para a dinâmica política na Europa, refletindo a crescente insatisfação com líderes estabelecidos.





