Mauricio Camisotti assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, onde admite a existência de fraudes em aposentadorias no INSS. Este é o primeiro acordo de delação ligado à Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades no sistema previdenciário.
Camisotti está preso desde 12 de setembro de 2025 e a delação pode garantir a ele a possibilidade de prisão domiciliar. As investigações o apontam como uma das figuras centrais do esquema que desviou bilhões de reais de aposentados.
De acordo com os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram identificadas movimentações suspeitas de R$ 59,9 milhões e R$ 16,1 milhões que envolvem empresas ligadas a Camisotti e seu sócio oculto, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ambos obtinham recursos ilícitos através de descontos em mensalidades associativas de aposentados sem o conhecimento deles.
A prisão de Camisotti e Antunes foi decretada após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) validar a decisão, sob a alegação de que eles tentavam frustrar as investigações. Além disso, Antunes foi associado a uma viagem a Portugal em 2024, que foi financiada por ele e envolveu Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Opinião
A delação de Camisotti pode ser um divisor de águas nas investigações sobre fraudes no INSS, revelando a extensão de um esquema que afeta milhares de aposentados.





