Funcionários do Banco de Brasília (BRB) relataram que seus alertas sobre riscos em operações com o Banco Master foram ignorados pela diretoria, segundo depoimentos à Polícia Federal. Os servidores afirmam que irregularidades já haviam sido identificadas internamente antes de investigações externas.
De acordo com informações obtidas, os funcionários testemunharam que o BRB adquiriu R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Master, e que os mesmos problemas que estão sendo investigados pelo Banco Central já haviam sido detectados internamente. Os depoimentos indicam que havia “sinais de intencionalidade” nas operações, levantando suspeitas de fraude.
Consequências e Investigação
Os servidores relataram que tentaram alertar a diretoria, liderada pelo então diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo de Garcia Junior, que deixou o cargo após a deflagração da Operação Compliance Zero em novembro de 2025. Apesar dos alertas, Dario negou ter conhecimento de irregularidades.
Além disso, mecanismos de controle e práticas de compliance foram sugeridos, mas não implementados. A investigação aponta para uma possível tentativa de encobrir as irregularidades, o que reforça a suspeita de ação deliberada dentro da instituição.
Crise no BRB
A revelação do caso levou a uma troca completa na diretoria do BRB, incluindo o afastamento do presidente, Paulo Henrique Costa. Recentemente, o banco também adiou a divulgação dos resultados de 2025, o que poderia evidenciar o impacto financeiro das operações com o Banco Master.
Opinião
É alarmante que alertas internos sobre riscos financeiros tenham sido ignorados, o que pode indicar uma falha grave na governança do BRB.





